Ela achava que sua vida era um filme, ou que, pelo menos, deveria ser. Mas não tardou até que percebesse que mesmo nos filmes muitas coisas acontecem contra a vontade da mocinha.
Por mais boazinha e simpática que tentasse ser com todos, sempre saía alguém descontente. Começou a se perguntar se haveria alguma maneira de agradar a todos e chegou à conclusão de que não haveria. Pôs-se então a pensar em si mesma, fazia o que lhe dava na telha, falava o que tinha vontade, sem se preocupar com o que os outros pensariam da sua imagem, que sempre mantivera intacta a 7 chaves. E percebeu que ainda assim não agradava a todos, mas se sentia livre, aberta para conhecer as pessoas e para deixar as pessoas descobrirem que ela era de carne e osso, que cometia erros, mas que, mesmo assim, ainda era digna de admiração.
Passou a viver intensamente, de uma maneira egoísta para quem olhasse de fora, porém, estava sendo fiel aos seus sentimentos.
Dançou, beijou, encheu a cara, deu vexame, transou por transar, se apaixonou, quebrou a cara, despedaçou corações.
Acordou feliz pois havia passado pela transformação necessária de sua personagem, nem mocinha, nem megera. Apenas pronta para viver feliz ever after, esperando pela próxima turbulência.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
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3 comentários:
Hummm... olha que dá um bom filme, hein!
Bjokas!
Eu acho que foi o Nietzche que disse que ninguém inspira ninguém, mas ao mesmo tempo ninguém se inspira sozinho... Pelo pouco que você já me mostrou (e me surpreendeu), acho que pode haver essa via de mão dupla por aí...
Não, não, não... quem começou tudo isso foi você... com um só texto, você me fez escrever dois.... procure lá em novembro "Onde está a Graça" e "Como Vão As Coisas"
Saiu do seu segundo post...
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